Os processos de
alfabetização e letramento não pode negar o contexto digital em que estamos
inseridos. Magda Soares, dentre outros autores, esclarece que alfabetização e
letramento não são as mesmas coisas. O primeiro está para decifração e uso dos códigos
de escrita, já o segundo engloba “a leitura de mundo do sujeito” sua maneira de
decifrar e usar os mais diversos códigos encontrados no seu cotidiano, inclusive
o digital. Uma criança de 04 anos ainda
não alfabetizada, mas que manuseia sozinha um tablet, que interage com livros e
jogos digitais já é letrada digitalmente, claro que como toda na vida de uma
criança dessa idade está é também uma etapa inconclusa.
No texto Não sei ler, logo, não posso usar o
computador? Alfabetização e letramento no contexto do EJA Coelho e Bonilla discutem o letramento
digital e sua relação com alfabetização na educação de Jovens e adultos. Elas
trazem a própria vivância e experiência dos alunos. Alguns deles acham “que não
dá para usar o computador” sem saber ler,outros acham que o computador os
ajudam no processos de alfabetização. As professoras enfatizam no texto que não
se pode deixar de incluir a cultura de digital na educação desses alunos. Como
fica claro no texto o aluno alfabetizado tem a possibilidade de fazer melhor
uso do computador ou de outras tecnologias digitais, mas isso de forma nenhuma
significa que seu contato com a tecnologia deve acontecer após o processo de
alfabetização.
Desse modo os dois processos
podem e devem acontecer conjuntamente. Quando mais cedo se desmanchar a imagem
de monstro que o digital possui no imaginário desses alunos, que não nasceram
na era digital mais se estará contribuindo para o crescimento formativo destes.
Luciene,
ResponderExcluirpara avançarmos nessa análise deixo uma questão: o fato das pessoas que ainda não sabem ler e escrever usarem tecnologias digitais não estaria ligado ao fato de que elas trabalham com outros códigos, não alfanuméricos? Qual a relação entre os códigos específicos de cada contexto?