terça-feira, 21 de abril de 2015

MOBILIDADE NA EDUCAÇÃO



A mobilidade nas últimas décadas tem se feito cada vez mais presente e indispensável nos processos de interação humana. Os telefones celulares apenas com a função de fazer e receber chamada permitiu que as pessoas pudessem se comunicar de qualquer lugar, quebrando a rigidez do telefone fixo. A entrada destes no mercado foi tão forte que muitas famílias e indivíduos pularam da era do fixo direto para o móvel, ou seja, o primeiro aparelho de telefonia adquirido por essas pessoas foi o celular (Pallenda 2009). Aos poucos os celulares foram ganhando outras funções como, mandar mensagens de textos, ouvir músicas, tirar fotos até chegar a versão atual que não se conta facilmente todas as suas funções.
Os notebooks também foram grandes responsáveis pelo o crescimento da mobilidade, estes deram lugar aos computadores estáticos, fixos numa mesa. Com os notebooks as pessoas puderam armazenar e acessar documentos e arquivos em qualquer lugar otimizando seu tempo de trabalho e estudo.  A favor destes aparatos nasce e aos poucos foi se popularizando a internet móvel através de modens e em seguida a famosa WI-FI. Assim a conectividade da rede fica literamente na mão dos usuários permitindo-os acessar informações, se comunicar e interagir de acordo com seus interesses de forma rápida, dinâmica e diversificada.

Essa conexão se dá hoje com o suporte dos celulares, PDAs, smartphones e demais aparelhos de computação portáteis. Esses dispositivos estão imersos nas redes wireless que se expandem rapidamente em coberturas e velocidade de banda
.( Pallenda 2009,p.13)

No meio de todo esse acelerado processo de mudanças tecnológicas, está a escola com sua enorme dificuldade em acompanhar os avanços sejam elas, sociais, científicos ou tecnológicos. A escola tardou em abrir as portas para os computadores, notebooks e a própria internet e quando fez foi de forma bem discreta através de laboratórios fechados, acessíveis a poucos, entre outros motivos alegando falta de recursos.
No atual contexto se  trava uma luta contra os aparelhos móveis, tabletes e celulares, especialmente o último, visto como grande vilão por ser o mais usado pelos estudantes.  Os celulares com suas múltiplas possibilidades, conectados a rede é posto como inimigo dos processos educativos em sala de aula. Em muitas municípios existem leis especificas que proíbe o uso do aparato em sala. Não são raros os episódios de agressão verbal e até física entre professor e aluno quando o último desobedece a “lei” do não uso. Pallenda cita uma experiência desta que ocorreu em Portugal como citado abaixo.

Esta ligação entre o jovem e seu aparelho celular é tão profunda que o telejornal da TV Portuguesa SIC destacou 2 uma briga entre um professor que pretendia retirar o dispositivo de uma aluna. A jovem relutou e o episódio acabou em violência física. (2009, p.14)

Entretanto as opiniões sobre o uso de aparatos móveis em sala são diversas, há quem refute totalmente o uso deste, como já explicitado, a os que aceitem parcialmente, e ainda uma pequena parcela que acha que o móvel pode ser um importante parceiro.
O que se fazer diante desse quadro? De um lado alunos ávidos para usar seus aparelhos, aflitos por estarem desconectados, do outro lado professores fugindo de uma competição com todo o que pode significar o uso do celular em sala.
As tecnologias são pensadas para melhor a vida humana, otimizar o tempo,possibilitar interações, resolver problemas. Seria incoerente o ser humano criar algo para dificultar sua própria vida, o que algumas vezes aparenta acontecer. Acredito que é necessário pensar políticas de formação continuada de professores que os incluam e os oportunizem a aprender a lidar com essa chamada era digital dentro da sala de aula. Os aparelhos móveis conectados a rede precisam ser vistos como um potencializador do conhecimento e não como um empecilho. É preciso desenvolver a capacidade de usar a tecnologia a favor da educação escolar caso ao contrário seu lugar no mundo só  se estreitará, cada vez mais, não se pode continuar arcaico no mundo pós-moderno, no qual o sólido se dissolve dando espaço para o líquido ( Bauman,2011).  


BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

PELLANDA, Eduardo Campos, COMUNICAÇÃO MÓVEL NO CONTEXTO BRASILEIRO.p.11 -18. IN Comunicação e mobilidade : aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação noBrasil / André Lemos, Fabio Josgrilberg organizadores. - Salvador : EDUFBA, 2009.
156 p.




2 comentários:

  1. Luciene,
    o grande problema, na sala de aula, é que os dispositivos móveis, na mão de cada aluno, tira o controle do processo da mão do professor. E, infelizmente, nossas concepções sobre educação não conseguem pensar a organização de uma aula sem controle e fiscalização. Precisamos mudar nossas cabeças!!!

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  2. Oi Luciene
    Totalmente de acordo com você, é preciso que os professores tenham uma preparação para a implementação da tenologia, y não são um problema em a aula do classe. E difícil para um alumo que nasceu, cresceu com o celular dexar de lado eso. sua realidade esta imersa a tecnologia móvel. Nao podemos fazer que mudem nossos alunos, nós tememos que mudar.

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