A mobilidade nas últimas décadas
tem se feito cada vez mais presente e indispensável nos processos de interação
humana. Os telefones celulares apenas com a função de fazer e receber chamada
permitiu que as pessoas pudessem se comunicar de qualquer lugar, quebrando a rigidez
do telefone fixo. A entrada destes no mercado foi tão forte que muitas famílias
e indivíduos pularam da era do fixo direto para o móvel, ou seja, o primeiro
aparelho de telefonia adquirido por essas pessoas foi o celular (Pallenda 2009).
Aos poucos os celulares foram ganhando outras funções como, mandar mensagens de
textos, ouvir músicas, tirar fotos até chegar a versão atual que não se conta
facilmente todas as suas funções.
Os notebooks também foram
grandes responsáveis pelo o crescimento da mobilidade, estes deram lugar aos
computadores estáticos, fixos numa mesa. Com os notebooks as pessoas puderam
armazenar e acessar documentos e arquivos em qualquer lugar otimizando seu
tempo de trabalho e estudo. A favor
destes aparatos nasce e aos poucos foi se popularizando a internet móvel através
de modens e em seguida a famosa WI-FI. Assim a conectividade da rede fica literamente na mão dos usuários permitindo-os acessar informações, se comunicar e interagir
de acordo com seus interesses de forma rápida, dinâmica e diversificada.
Essa
conexão se dá hoje com o suporte dos celulares, PDAs, smartphones e demais
aparelhos de computação portáteis. Esses dispositivos estão imersos nas redes wireless
que se expandem rapidamente em coberturas e velocidade de banda
.(
Pallenda 2009,p.13)
No meio de todo esse
acelerado processo de mudanças tecnológicas, está a escola com sua enorme
dificuldade em acompanhar os avanços sejam elas, sociais, científicos ou tecnológicos.
A escola tardou em abrir as portas para os computadores, notebooks e a própria internet
e quando fez foi de forma bem discreta através de laboratórios fechados, acessíveis
a poucos, entre outros motivos alegando falta de recursos.
No atual contexto se trava uma luta contra os aparelhos móveis,
tabletes e celulares, especialmente o último, visto como grande vilão por ser o
mais usado pelos estudantes. Os
celulares com suas múltiplas possibilidades, conectados a rede é posto como
inimigo dos processos educativos em sala de aula. Em muitas municípios existem leis especificas que proíbe
o uso do aparato em sala. Não são raros os episódios de agressão verbal e até física
entre professor e aluno quando o último desobedece a “lei” do não uso. Pallenda
cita uma experiência desta que ocorreu em Portugal como citado abaixo.
Esta
ligação entre o jovem e seu aparelho celular é tão profunda que o telejornal da
TV Portuguesa SIC destacou 2 uma briga entre um professor que pretendia retirar
o dispositivo de uma aluna. A jovem relutou e o episódio acabou em violência física.
(2009, p.14)
Entretanto as opiniões sobre
o uso de aparatos móveis em sala são diversas, há quem refute totalmente o uso
deste, como já explicitado, a os que aceitem parcialmente, e ainda uma pequena
parcela que acha que o móvel pode ser um importante parceiro.
O que se fazer diante desse quadro?
De um lado alunos ávidos para usar seus aparelhos, aflitos por estarem
desconectados, do outro lado professores fugindo de uma competição com todo o que
pode significar o uso do celular em sala.
As tecnologias são pensadas
para melhor a vida humana, otimizar o tempo,possibilitar interações, resolver
problemas. Seria incoerente o ser humano criar algo para dificultar sua própria
vida, o que algumas vezes aparenta acontecer. Acredito que é necessário pensar políticas
de formação continuada de professores que os incluam e os oportunizem a
aprender a lidar com essa chamada era digital dentro da sala de aula. Os aparelhos
móveis conectados a rede precisam ser vistos como um potencializador do
conhecimento e não como um empecilho. É preciso desenvolver a capacidade de usar
a tecnologia a favor da educação escolar caso ao contrário seu lugar no mundo
só se estreitará, cada vez mais, não se
pode continuar arcaico no mundo pós-moderno, no qual o sólido se dissolve dando espaço para
o líquido ( Bauman,2011).
BAUMAN,
Zygmunt. Modernidade Líquida.
Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
PELLANDA, Eduardo Campos, COMUNICAÇÃO MÓVEL NO CONTEXTO BRASILEIRO.p.11 -18. IN Comunicação
e mobilidade : aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação noBrasil
/ André Lemos, Fabio Josgrilberg organizadores. - Salvador : EDUFBA, 2009.
156 p.
Luciene,
ResponderExcluiro grande problema, na sala de aula, é que os dispositivos móveis, na mão de cada aluno, tira o controle do processo da mão do professor. E, infelizmente, nossas concepções sobre educação não conseguem pensar a organização de uma aula sem controle e fiscalização. Precisamos mudar nossas cabeças!!!
Oi Luciene
ResponderExcluirTotalmente de acordo com você, é preciso que os professores tenham uma preparação para a implementação da tenologia, y não são um problema em a aula do classe. E difícil para um alumo que nasceu, cresceu com o celular dexar de lado eso. sua realidade esta imersa a tecnologia móvel. Nao podemos fazer que mudem nossos alunos, nós tememos que mudar.