A cibercultura é discutida
por Santaella (2003) como uma cultura “essencialmente heterogênea.” (p.103) e
“[...] também uma cultura descentralizada, reticulada, baseadas em módulos
autônomos.” Ela mostra a importância do ciberespaço e de seus elementos como a
digitalização, internet, interface e hipermídia, para as novas construções e
ressignificações culturais. A ideia da autora concorda com a de Levy (1999)
quando ele afirma que “[...] estamos
vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação [...]”. (p.11).
O
ciberespaço é construído dentro de uma interface que permite ao seu usuário
escolher o que fazer, ver e divulgar. As opções de interação são múltiplas,
criadas através de sites, bloggers e as diversas redes sociais.
A
autora deixa claro que a construção de interface, que permite liberdade de
escolha, não se iniciou na cibercultura.Os jornais impressos já apresentavam
essa estrutura, ao se dividir por sessões independentes, permitindo que o
leitor escolhesse ler o que lhes era mais interessante e pela ordem de sua
preferência.
Esta
ideia de interface dialoga com conceito de rizoma usado na biologia para definir
a estrutura presente em algumas plantas, mais complexa do que a ideia de raiz.
Na qual todas as partes estão interligadas sem diferenciação de inicio, meio e
fim. Tal conceito foi adotado por DELEUZE e GUATTARI (1995) para discutir o conhecimento
científico. É dessa forma também que enxergo as interfaces construídas no
ciberespaço. O conteúdo é distribuído de uma forma não linear, na qual todas de
alguma forma se relacionam, entretanto não são dependentes.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, vol. 1 / Tradução de
Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. 1 ed. Rio de janeiro: Ed. 34, 1995.
(Coleção TRANS).
LÉVY, P. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999.
SANTAELLA, Lucia. Cultura
e artes do pós-humano: da cultura das mídias à Cibercultura. São Paulo: Ed.
Paulus, 2003.
Luciene,
ResponderExcluirvc trouxe o que dizem os autores e, quando começou a colocar teu próprio pensamento, parou. A partir dai é que quero ver teu posicionamento, as relações que estabelece entre o que diz os autores e tua própria experiência, teu projeto de pesquisa, teus próprios conhecimentos. Vamos ousar mais e desenvolver a autoria.