A primeira
aula da disciplina EDC287 -
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS, ministrada pela professora
Maria Helena Bonilla, deixou como atividade “de casa” a proposta de leitura do
prefácio e o terceiro capítulo do Livro Modernidade Líquida de BAUMAN (2011).
Ao realizar tal leitura na qual o autor discute o conceito de Liquidez e Tempo
X Espaço sugiram na minha mente as imagens do filme IN TIME (o preço do amanhã)
de Andrew Niccol. O filme trata do tempo e o seu valor, relações de trabalho
bem como a relação do homem com a máquina ou a tecnologia.
O enredo se
apresenta num contexto futurista, mas próximo, ao julgar pelas imagens sociais
e estruturais criadas para ambientá-lo. O mesmo traz uma nova condição ou
estágio humano criado a partir da evolução das ciências e de novas tecnologias
que modificaram o estado temporal do homem, agora capaz de controlar a
sua existência. Modificados geneticamente o ser humano teria seu processo de
envelhecimento interrompido aos 25 anos, porém seu tempo de vida passaria a ser
recebido e gasto como salário. Ele precisaria trabalhar diariamente para ganhar
um saldo de tempo no final do dia e assim manter-se vivo e pagar suas
contas. Para os operários minutos de vidas usados para comer ou para pagar
transporte poderiam lhes custar a própria vida. Enquanto os ricos poderiam
viver eternamente. Toda essa logística gerida por mecanismos tecnológicos
que mantinham todos sob vigilância.
Bauman usa a
fluidez das soluções líquidas para exemplificar os processos que são
construídos a sociedade moderna. Fluir significa inconstância e insegurança
vividas também pelos personagens do filme. Mas também oferece mudanças e
possibilidades. Para Bauman a modernidade sólida seriam como o hardware fixo e
limitado. Já a modernidade líquida seria o software, em constante mudança e
evoluções. O tempo e o espaço também tomam dimensões e significados diferentes
diante de cada uma destas. E é na última que se cria o espaço virtual capaz de
quebrar fronteiras físicas e desafiar o tempo.
Ao pensar em
espaço virtual retomo ao filme IN TIME no qual o avanço tecnológico esfriou e
distanciou as relações humanas. Este é um medo real de muitas pessoas na nossa
sociedade.Diante disso lanço alguns questionamentos meus que precisam de mais tempo e
amadurecimento teóricos para serem discutidos: Até que ponto o espaço virtual
nos distancia do real? Estão as relações interpessoais mais frias com os novos
meios de comunicação? Ou se fortaleceram? Como educar no espaço virtual e para
além deste?
BAUMAN,
Zygmunt. Modernidade Líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro:
Zahar, 2001.


Oi Luciene,
ResponderExcluirlegal a relação com o filme. Agora, a questão que faço é: são, efetivamente, espaço virtual e real antagônicos, ou opostos? Qual a relação entre eles? Precisamos nos debruçar sobre os conceitos de virtualidade e realidade para compreendermos efetivamente o papel das tecnologias na vida social e individual... Vamos lá!